Entrar na principal categoria do automobilismo mundial não é tarefa simples

Entrar na principal categoria do automobilismo mundial não é tarefa simples

O tempo será o senhor da razão, como sempre.

Embora minha memória privilegiadíssima me remeta a alguns flashes de corridas em 1975, como o GP do Brasil com a vitória errática de José Carlos Pace comandando a dobradinha nacional com Emerson, essa coisa de Fórmula 1 passou a ter robustez para mim na madrugada de 24 de outubro de 1976, aquela corrida que consagrou James Hunt depois da "pipocada" de Niki Lauda.

Sim! 

Meu primeiro GP inesquecível de Fórmula 1 foi aquele que tornou-se a cereja do bolo do filme "Rush", de 2013.

Lamento meninos, eu vi! (pesquisem Gonçalves Dias). Sou bom também em literatura.

De lá para cá, com centenas de GPs na cachola, me sinto com autoridade suficiente para não cair nas armadilhas que até gente graúda do meio está tentada em cair.

O tema da croniquinha desta semana é a Audi na Fórmula 1.

A Audi (leia-se Volkswagen) entrou na categoria máxima do automobilismo mundial com disposição.

O "alvo", digamos assim, é a rival Mercedes, claro.

A Volks não compete com a Mercedes, nem em caminhões.

Muito menos em carros de luxo.

Mas a Audi, uma de suas subsidiárias, sim.

Poderia ter optado por ser Bentley F1 ou Lamborghini F1, mas escolheu as quatro argolas para tentar fazer frente à Mercedes.

No fundo, no fundo, ela quer ampliar suas vendas de carros, e a Fórmula 1 é um meio propício a isso.

Lembram da Renault?

Aquela que tinha um motor cobiçadíssimo na Fórmula 1 no início dos anos 90?

Auferiu lucros robustos no mundo inteiro.

Conseguiu vender muitos Twingos, Logans, Sanderos e até os medonhos Kangoos às custas do V10...

Voltando à Audi (Volkswagen).

Lembram-se da Toyota?

O sucesso da Honda na Fórmula 1 fez um mal danado à Toyota...

Provocou uma inveja dos diabos.

Ainda que os Corollas vendessem como água, ver a rival levantar taças no olimpo do automobilismo mexeu com os brios da turma da província de Aichi.

A Toyota esteve presente no grid da categoria por oito temporadas, entre 2002 e 2009.

Nenhuma vitória. 

Apenas três poles.

Gastaram não um caminhão de dinheiro, mas um comboio de carretas de ienes...

Depois de mandarem para a rua as "tias do café", como toda empresa faz quando a crise começa, sobrou para a turma da alta cúpula o indigesto bilhete azul.

Resumo da ópera.

A invejinha da Honda custou bem caro à Toyota.

Penso que falar em Fórmula 1 nos corredores das fábricas nipônicas espalhadas pelo mundo deveria ser assunto proibido.

Para sempre.

Até custo a acreditar quando vejo o nome Toyota (ainda que disfarçado) estar de volta à Fórmula 1, no aerofólio traseiro dos carros da Haas.

Será que não bastou o trauma lá de trás?

A Mercedes, quando resolveu voltar à Fórmula 1 depois das fatídicas 24 Horas de Le Mans de 1955, com o acidente com Pierre Levegh, que ceifou a vida de mais de 80 espectadores, o fez de forma certeira.

Comprou a estrutura da vencedora Brawn-GP, mas já estava produzindo motores muito bons, incluindo os da própria Brawn em 2009.

Assim, apesar dos primeiros anos mais ou menos, com um Michael Schumacher que não era nem sombra do que havia sido, e um piloto mediano com alguns lampejos (Nico Rosberg), passou a ser força dominante quando Lewis Hamilton chegou, já campeão em seu segundo ano no time.

A Audi também buscou uma estrutura pronta, e pegou aquilo que estava à disposição, no caso, a moribunda Sauber.

Aqui é preciso fazer algumas pontuações.

A Audi está entrando na Fórmula 1 partindo do zero com motor e câmbio. Além do carro, claro.

Então, a Mercedes foi muito mais esperta.

Seria muito mais inteligente da parte da Audi ter se associado a alguma equipe para lhe fornecer motores antes de "cair de cabeça".

A Toyota fez a mesma burrada, andando sozinha com seu V10 no começo.

Foi encontrar seu primeiro cliente em 2005, a Jordan, que terminou a temporada como vice-lanterna...

Olhando para trás, relembrando aquilo que fizeram Mercedes e Toyota, fico imaginando qual será o futuro da Audi na Fórmula 1.

É claro que a turma da Volks não cogita fazer as lambanças que a Toyota fez, mas corre riscos.

E não são pequenos, porque a Fórmula 1 não é como montar uma equipe de rali ou um hipercarro para o Mundial de Endurance (por mais complexo que isso possa parecer, não se compara à Fórmula 1).

Então, hoje, eu diria que, usando uma expressão consagrada pelo meu amigo Claudio Carsughi, acho que será uma "clamorosa surpresa" se a Audi conseguir o sucesso da Mercedes na Fórmula 1.

Também acho que poderá ser melhor que a Toyota.

Mas não tanto...

A Volkswagen demorou para entrar na Fórmula 1 e talvez não dure muito tempo.

Na pior das hipóteses devolve tudo para Peter Sauber e o medíocre time suíço volta ao grid.

Não será a primeira vez...

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