Há exatos 33 anos, Alain Prost, tetracampeão de Fórmula 1 (1985, 1986, 1989 e 1993), vencia seu último GP na categoria, disputado no circuito de Hockenheim, na Alemanha, disputado em 25 de julho de 1993.
Com a quase imbatível Williams FW15C empurrada pelo fortíssimo motor V10 de 3,5 litros da Renault, o francês dominava a temporada e acabou por vencê-la com tranquilidade, somando sete vitórias no ano, fechando o campeonato com 99 pontos, 26 à frente de Ayrton Senna (McLaren-Ford), o vice-campeão.
No treino que definiu o grid, no traçado alemão que à época contava com 6.815 metros, com um longo trecho na Floresta Negra, Prost só teve a concorrência de seu companheiro de equipe, o britânico Damon Hill.
Alain garantiu a pole com 1min38s748, 0s157 melhor que Damon.
O abismo técnico para as demais equipes se evidenciava no cronômetro, pela diferença de ambos em relação aos que vieram na sequência.
O alemão Michael Schumacher (Benetton-Ford), terceiro no grid, ficou a 0s832 de Prost, enquanto Ayrton Senna, com sua McLaren-Ford, foi batido em 0s868 pelo francês.
NA CORRIDA
Na largada, Hill tomou a ponta e Prost, que caiu para quarto. Grande largada de Schumacher, que subiu para segundo. Senna era o terceiro quando Prost tentou ultrapassá-lo e eles se tocaram. Pior para o brasileiro que rodou, ficando na contra-mão e despencando para o último lugar.

Na volta 7, depois de ter superado Schumacher, Prost deixou Hill para trás e assumiu a liderança, posição que manteve até o final.
Hill acabou abandonando na volta 43, com problema de pneus. Assim, caminho livre para Schumacher, diante de seu público, subir ao segundo degrau do pódio. O inglês Mark Blundell (Ligier-Renault) terminou em terceiro. Senna, em grande recuperação, foi o quarto.
Os outros brasileiros, Christian Fittipaldi (Minardi-Ford) e Rubens Barrichello (Jordan-Hart) não pontuaram. Christian foi o 11º e Barrichello abandonou no giro 41.
Ao término do GP da Alemanha, Prost chegava aos 77 pontos, 27 a mais que o segundo colocado na tabela, Ayrton Senna.
DEPOIS DA F1...
Prost, que venceu 51 GPs na Fórmula 1 e fez 33 poles, voltou ao cenário da categoria com intensidade no final de 1996, quando comprou a Ligier e fundou seu time na F1, a Prost Grand Prix, que disputou cinco temporadas, entre 1997 e 2001.
O time faliu no final de janeiro de 2002, e o melhor ano foi o de estreia, 1997, quando terminou em sexto lugar entre os construtores.
A equipe francesa, que contava com motor Mugen-Honda em 1997, foi ao pódio em duas oportunidades naquele ano, ambas com o francês Olivier Panis, terceiro colocado no GP do Brasil e segundo no GP da Espanha.
O último trabalho de Alain Prost relacionado à Fórmula 1 foi junto à Renault, depois Alpine. Ele integrou o time entre 2015 e janeiro de 2022, na função de consultor.
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