Foto: Divulgação/Curseria

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O narrador Galvão Bueno passou por uma cirurgia na coluna no sábado (23), após ser diagnosticado com hérnia de disco, uma condição em que o desgaste dos discos da coluna pode comprimir nervos e causar dores intensas na região lombar, geralmente associada ao acúmulo de esforço e sobrecarga ao longo do tempo.

O episódio chamou atenção porque ilustra um problema que vai muito além do universo esportivo de elite: lesões na coluna são silenciosas, muitas vezes subestimadas no início, e podem evoluir até afastar atletas de alto rendimento de competições decisivas como a Copa do Mundo.

No futebol profissional, onde a intensidade física e o calendário de jogos são cada vez mais exigentes, especialistas apontam que a coluna se tornou uma das regiões mais vulneráveis do corpo, justamente por absorver impactos repetitivos, mudanças bruscas de direção e sobrecarga muscular constante.

Segundo dados da medicina esportiva, entre 10% e 15% das lesões no futebol envolvem a coluna vertebral, um índice que reflete não apenas a natureza do esporte, mas também o aumento da exigência física sobre os atletas ao longo dos anos.

Casos emblemáticos ajudam a dimensionar o problema. Em 2014, o atacante Neymar sofreu uma fratura na região lombar durante a Copa do Mundo, em uma lesão que o tirou da reta final da competição. Já o jogador Anice Badri enfrentou mais de um ano de afastamento após diagnóstico de hérnia de disco, evidenciando o impacto prolongado desse tipo de lesão na carreira.

De acordo com o neurocirurgião Dr. Guilherme Rossoni, especialista em coluna e dor crônica, o cenário atual do futebol amplifica o risco de sobrecarga na região lombar.

“Hoje vemos jogadores submetidos a um nível de exigência muito alto. A repetição de impactos, arrancadas e mudanças bruscas de direção aumenta o risco de desgaste e dores crônicas na coluna”, explica.

O especialista destaca ainda que o avanço da medicina tem permitido abordagens menos invasivas, como a medicina regenerativa, que busca atuar na melhora funcional e no controle da dor em casos selecionados.

“A medicina regenerativa vem ganhando espaço por buscar melhora funcional e qualidade de vida, especialmente em pacientes com doenças degenerativas da coluna”, afirma Rossoni.

 

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