Djokovic, derrotado por Nadal no torneio Roland Garros de 2022. Foto: Divulgação

Djokovic, derrotado por Nadal no torneio Roland Garros de 2022. Foto: Divulgação

Minha praia é o futebol. Mas, claro, sempre gostei muito de assistir outros esportes. E a minha segunda modalidade favorita é uma que muita gente acha insuportável de se acompanhar: o tênis. E não é para menos. A minha geração foi fortemente impactada pela brilhante fase vivida por Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros, que ganhou o mundo no fim da década de 1990 e início dos anos 2000. 

Mas, depois que Guga pendurou as raquetes, me senti “órfão" na modalidade. Não conseguia simpatizar com Nadal ou com Roger Federer, que passaram a dominar o esporte da bolinha amarela quase 20 anos atrás.  

Só que tudo mudou a partir de 2008, quando Novak Djokovic venceu o seu primeiro Grand Slam, o Australian Open. A determinação do sérvio nas quadras me encantou e, desde então, eu passei a torcer fielmente para ele quando dos duros duelos contra os poderosos Nadal e Federer. 

Bem, e diferentemente do que pensam muitos almofadinhas por aí, eu acho, sim, que esporte e política se misturam. E mais: tenho para mim que, além de tudo, os atletas devem pensar muito bem no exemplo que estão passando, pois eles influenciam, sim, milhares de pessoas mundo afora. 

Por isso, não tenho nem palavras para expressar minha decepção com Djokovic no período mais severo da pandemia de Covid-19. Os torneios promovidos durante a quarentena e a sua campanha contra a vacina formaram a dupla-falta necessária para que ele saísse de vez da galeria de meus ídolos do esporte. 

Assim, na última terça-feira (31), pela primeira vez, me vi do outro lado do muro. No duelo entre Nadal e Djokovic torci pelo espanhol como se ele estivesse com a camisa do Corinthians e o sérvio com a do Palmeiras. Vibrei a cada ponto de “El Toro” contra o tenista que, para mim, se tornou agora simplesmente “Djocovid”. 

E antes que digam “nossa, mas você acha mesmo que fará muita falta o seu apoio a um dos maiores atletas de todos os tempos?”, saibam que a antipatia adquirida por Djoko é mundial. Em muitos lugares em que antes ele chegaria ovacionado, hoje ele pode muito bem ser recebido com uma chuva de vais. E ele, como cidadão, as merece! 

 

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