Equipe francesa trocou o motor Alfa Romeo após uma péssima pré-temporada. Foto: Reprodução

Equipe francesa trocou o motor Alfa Romeo após uma péssima pré-temporada. Foto: Reprodução

A Aston Martin está em uma verdadeira sinuca de bico.

O time britânico, que apostou todas as fichas no mais competente projetista disponível, o também britânico Adrian Newey, está comendo o pão que o diabo amassou com a Honda, fornecedora de motores.

Veio à tona que os "titulares" da engenharia da Honda para o projeto no novo motor da Fórmula 1 foram contratados pela Red Bull, para sua parceria com a Ford.

O carro sofre de vibrações severas por conta do motor Honda, e sua dupla de pilotos não conseguirá completar o GP da Austrália na abertura do Mundial, no próximo domingo (8).

A geração Netflix não sabe, muito menos os comentaristas imberbes que falam o óbvio, mas eu posso lembrar de um fato ocorrido no começo da temporada de 1987, afinal, dois anos antes eu estava em Jacarepaguá para assistir in loco o meu primeiro GP de Fórmula 1.

Depois de três temporadas empurrada pelos bons motores Renault turbo, a francesa Ligier ficou "na mão".

A Renault deixou momentaneamente a categoria e quem utilizava seus propulsores, precisou ir ao mercado.

A Ligier fez um acordo com a Alfa Romeo, que no ano anterior, 1986, havia sido fornecedora para uma única equipe: a agonizante Osella.

Era um V8 turbo pesadão e pouquíssimo confiável. 

Assim, no começo de 1987, o francês René Arnoux, experiente, foi o encarregado do time comandando por Guy Ligier (1930-2015) para os primeiros testes com o carro, o JS-29 Alfa Romeo.

Arnoux não aliviou. Criticou duramente o propulsor italiano a ponto de a própria Alfa Romeo romper o acordo com a Ligier.

Sem tempo hábil para a estreia no GP do Brasil de 1987, em Jacarepaguá, a Ligier precisou buscar um novo fornecedor de motores para aquela temporada, e a solução foi a Megatron, que desenvolvia os propulsores turbo da BMW.

O máximo que Arnoux conseguiu em 1987 com a Ligier-Megatron foi um ponto, fruto do sexto lugar obtido no GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps.

É claro que os carros da década de 80 eram bem menos complexos que os atuais, sobretudo estes de 2026, nascidos a partir de um regulamento.

Ainda assim, apesar de tudo, é bem possível que a Aston Martin teria menos dificuldade em "encaixar" um outro motor em seu AMR26 do que esperar por melhorias significativas da Honda.

A Mercedes já trabalha no limite, fornecendo motores para outras três equipes além dela mesma.

A Ferrari seria a melhor opção, mas a FIA teria de conversar bastante com a turma de Maranello para este "socorro".

Um bom negócio, talvez, fosse a Audi. O motor pareceu bem nascido e o time alemão ganharia uma equipe para ajudar na troca de informações e desenvolvimento.

Ainda que seja pouco provável de acontecer, a "solução Ligier", poderia ser uma solução emergencial para a Aston Martin.

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